Atividades físicas evitam osteoporose, tristeza e cardiopatias.

Veja online de 25 de março de 2013

Crianças que fazem exercícios regularmente têm melhor saúde óssea na velhice

De acordo com pesquisadores, praticar atividades físicas na infância provoca aumento da massa óssea, o que ajuda a evitar fraturas na terceira idade

Praticar atividades físicas regularmente desde a infância pode ajudar a reduzir o risco de fraturas ao atingir idade avançada. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores do Hospital Universitário de Skåne, na Suécia, e apresentado neste sábado em um encontro da Sociedade Americana de Ortopedia para Medicina Esportiva (AOSSM).

De acordo com Bjorn Rosengren, principal autor do estudo, essa relação entre exercícios na infância e diminuição do risco de fraturas ocorre devido ao aumento do pico de massa óssea (quantidade máxima de massa óssea que um indivíduo acumula desde o nascimento até a maturidade do esqueleto, antes do início da perda associada ao envelhecimento), que ocorre em crianças que praticam exercícios regularmente.

Estudo – Os pesquisadores conduziram por seis anos um estudo populacional com 362 meninas e 446 meninos entre sete e nove anos de idade em Malmö, na Suécia. As crianças participantes do estudo tiveram 40 minutos diários de educação física na escola, enquanto no grupo de controle, 780 meninas e 807 meninos praticavam apenas uma hora semanal de exercícios. A incidência de fraturas e o desenvolvimento ósseo de todos os participantes foram acompanhados anualmente e, ao final do período de estudo, o risco de fraturas era similar nos dois grupos, mas a densidade óssea da coluna vertebral era mais elevada nas crianças que praticaram mais exercícios.

A equipe também realizou um estudo retrospectivo, comparando 709 homens ex-atletas com idade média de 69 anos e 1.368 homens no grupo de controle, com idade média de 70 anos. Os resultados mostraram que a densidade óssea dos ex-atletas sofreu uma redução mínima na idade avançada, em comparação com o grupo de controle.

“Nosso estudo destaca mais um motivo pelo qual crianças precisam praticar atividades físicas regularmente para melhorar sua saúde, tanto no presente quanto no futuro”, afirma Rosengren.

 

Praticar mais atividade física aumenta a felicidade, diz estudo

Segundo pesquisadores americanos, pessoas que se comprometem a exercitar-se relatam maior satisfação com a vida no mesmo dia

Praticar mais atividade física do que o costume pode influenciar de forma positiva o quão satisfeita uma pessoa se sente com sua vida. Essa conclusão, que faz parte de uma pesquisa da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, reforça a ideia de que exercitar-se é um hábito cujos benefícios excedem a saúde física, e é fundamental também para o bem-estar psicológico. O estudo foi publicado nesta semana na revista médica Health Psychology.

Participaram da pesquisa 253 pessoas de 18 a 25 anos. Segundo os autores, os indivíduos dessa faixa-etária são aqueles cujos relatos sobre satisfação com fatores como trabalho, família e vida social são os mais instáveis. “Nessa idade há uma série de mudanças ocorrendo, pois essas pessoas estão saindo de casa, mudando de trabalho ou cursando uma universidade. Então, a satisfação com a vida pode despencar de uma hora para a outra”, diz Jaclyn Maher, que coordenou o estudo.

Os participantes da pesquisa foram orientados a escrever, durante um período que variou de oito a 14 dias, um diário no qual relatavam como se sentiam em relação a vários aspectos da vida (profissional, pessoal, autoestima e etc) e também informavam sobre a quantidade de atividade física que praticavam a cada dia. Além disso, quando o estudo começou, a equipe traçou as características da personalidade de cada um.

Os resultados mostraram que a quantidade de atividade física com a qual uma pessoa se compromete a fazer em um determinado dia influencia diretamente no quão satisfeita ela se sente com a vida naquele momento. Ou seja, quanto mais alguém se exercita, mais feliz relata se sentir. Além disso, o estudo descobriu que aqueles que já costumam praticar exercícios frequentemente, quando aumentam a quantidade de atividade em um dia, também relatam maior contentamento.

 

Atividade física pode evitar insuficiência cardíaca em idosos

Pesquisa identificou um risco menor da doença entre aqueles que se exercitavam com maior frequência

Exercitar-se é um hábito que pode ajudar a prevenir uma série de complicações de saúde. No entanto, a prática nem sempre precisa ser seguida durante toda a vida — embora isso seja o ideal — para que esse efeito positivo ocorra. Um novo estudo feito na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas maiores do que 65 anos de idade que praticam alguma atividade física têm menos chances de sofrer de insuficiência cardíaca, uma condição que é mais comum entre idosos. Segundo os autores desse estudo, exercícios de intensidade moderada, como caminhada rápida, por exemplo, já são suficientes para produzir o efeito positivo. As conclusões foram publicadas na edição desta semana do periódico Journal of the American College of Cardiology.

Os pesquisadores selecionaram 2.933 pessoas com mais de 65 anos que não tinham insuficiência cardíaca e mediram os seus níveis de dois marcadores biológicos (marcadores são substâncias medidas para detectar alguma doença ou desequilíbrio no organismo) para a condição. Foram eles a troponina T, uma proteína envolvida no processo de contração muscular, e o peptídeo natiurético tipo-B, molécula liberada pelas células cardíacas. Uma grande quantidade dessas substâncias no organismo indica um maior risco de insuficiência cardíaca. Os níveis de atividade física que cada participante praticava também foram avaliados.

Os resultados indicaram uma relação inversa entre os níveis de atividade física que um participante realizava e os níveis desses dois marcadores biológicos em seu organismo. Ou seja, aqueles que se exercitavam com mais frequência apresentavam menores níveis de ambas as substâncias e, portanto, um menor risco de insuficiência cardíaca. Segundo o estudo, os indivíduos mais fisicamente ativos eram 70% menos suscetíveis a ter altos níveis de troponina T e 50% menos propensos a ter altos níveis do peptídeo natiurético tipo-B. “Nossas descobertas levantam a possibilidade de que os níveis de marcadores biológicos associados à insuficiência cardíaca podem ser alterados com a adoção de um estilo de vida saudável mesmo em idades mais avançadas”, escreveram os autores no artigo.

O efeito benéfico dos exercícios em idosos tem sido demonstrado por vários estudos. Uma pesquisa americana publicada recentemente, por exemplo, mostrou que uma pequena quantidade de exercícios físicos regulares pode proteger idosos de perdas de memória que acontecem subitamente após uma infecção, doença ou lesão na velhice. Além disso, segundo indicou um trabalho sueco, pessoas com mais de 75 anos, mesmo aquelas que sofrem de alguma doença crônica, podem viver até cinco anos a mais se adotarem hábitos saudáveis — entre eles, atividades físicas, inclusive as realizadas nos momentos de lazer.

 

Saiba mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Pode acontecer em decorrência de qualquer doença que afete diretamente o coração. Acontece quando o coração bombeia o sangue de maneira ineficaz, não conseguindo satisfazer a necessidade do organismo, reduzindo o fluxo sanguíneo do corpo ou a uma congestão de sangue nas veias e nos pulmões. A insuficiência faz com que os músculos dos braços e das pernas se cansem mais rapidamente, os rins trabalhem menos e a pressão arterial fique baixa. A função do coração é bombear o sangue para o corpo e, depois, tirar o sangue das veias. Quando o coração bombeia menos sangue do que o normal, há uma fração de ejeção reduzida. Quando o coração enfrenta dificuldades em receber o sangue novamente, trata-se de uma fração de ejeção preservada, ou insuficiência cardíaca com dificuldade de enchimento do coração. Embora possa acometer pessoas de todas as idades, é mais comum em idosos.

 

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About tucano

Marcos das Neves "Tucano". Professor há 42 anos, biólogo, sanitarista, especialista em administração escolar, gestão de conteúdo e logística da informação. Pai de quatro filhos e apaixonado pela esposa, família, educação e tecnologia educacional. Idealizador do Colégio Integrado Jaó, do Método Nintai de Sistematização de Conteúdo e, atualmente, Superintendente Executivo de Educação do Estado de Goiás.

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