Ensinar a aprender

ENSINAR A APRENDER
Testos extraídos do livro “Superdicas para Ensinar a Aprender” da Editora Saraiva.

Aprender sempre foi o caminho da evolução humana

César Romão

                Toda descoberta transformadora vem com o aprendizado, como o entendimento de determinados assuntos e comportamentos. Aprender sempre foi e será a missão das pessoas. Quando não estamos preparados para aprender, não estamos preparados para viver.

                O aprendizado nos oferece uma visão ampliada sobre determinados assuntos, permite termos uma noção privilegiada de nossas escolhas e decisões. Até mesmo o silêncio nos leva a aprender algo – sempre existe algo a conhecer, algo a ser descoberto. Somos um eterno mistério que somente por meio do aprendizado pode ser percorrido e vivenciado de maneira positiva.

                A voz do universo sempre deseja que algo seja mostrado, para incentivar a nossa vontade de crescer. A voz do universo é um eterno sinal de aprendizado, mas é necessário que nossos olhos e coração permitam que ela ecoe em nossa vida. Sempre existe um aprendizado, até mesmo quando não estamos aprendendo nada.

                Por todo o passado da humanidade, os grandes momentos de evolução sempre foram aqueles em que as pessoas faziam descobertas. No futuro não será diferente. Somos movidos pelo conhecimento para onde nossos sonhos nos levam.

                Reflita sobre isso, pensando neste exemplo: quando o programa Power Point chegou ao mundo, fui fazer um curso para utilizá-lo em minhas apresentações. Ao meu lado, estudava o Sr. Carvalho, com 75 anos. Perguntei a ele a razão de estar lá fazendo aquele curso. Ele respondeu:

                “Logo, logo meus netos estarão dominando esta máquina. Gosto muito de brincar com eles e não quero que pensem que seu avô é ultrapassado. Eles são muito importantes para mim e, mesmo no exercício do amor, precisamos desenvolver competências para melhorar o convívio…”.

 

Os humildes também sabem ensinar

César Romão

                Meu primeiro contato com o público ocorreu quando eu tinha onze anos e fui ler um trecho do Evangelho no púlpito da igreja numa missa de domingo. A participação dos pais é fundamental num momento como esse.

                Num domingo desses, acompanhei um de meus filhos à missa. Ele estava na época de concluir a Primeira Comunhão e, com outras crianças, fazia a leitura de um trecho do Evangelho. Após a leitura, houve uma canção de louvor, interpretada pelo coral da igreja. Enquanto todos tentavam acompanhar a letra, um rapaz aparentando deficiência começou a cantar muito mais alto que qualquer pessoa da igreja ou do coral. Ele gritava com fervor intenso, mas estava completamente fora do ritmo de toda a igreja.

                A canção continuava, e as pessoas começaram a espiar para os lados procurando quem emitia o cantarolar fora do ritmo e, certamente, causa desconforto a muita gente ali. O rapaz estava no banco ao meu lado, e eu podia sentir o amor em sua expressão de fé. Mas as pessoas estavam incomodadas, e uma delas, da fileira à minha frente, disse: “Alguém aí pode fazer esse jovem parar de cantar ou retirá-lo da igreja?”.

                Então meu filho menor perguntou: “Papai, o senhor acha que ele está cantando mal?”.

                “Não, meu filho, preste atenção…. Ele é o único que sabe a letra da canção. A maioria das pessoas na igreja apenas balbucia a letra, mas esse jovem sabe a letra direitinho. E é o único que está cantando com amor, da menor maneira que aprendeu. As outras pessoas estão aqui com a mente, ele está com o coração. Se Cristo tiver de escolher alguém desta missa para cantar no Céu, hoje, com certeza será esse jovem trovador”.

 

Para tudo o que se aprende há uma razão.

César Romão

                Certa vez, cansado de fazer trabalhos escolares praticamente sozinho e colocar o nome de colegas que em nada contribuíram, meu filho mais velho me disse que não era justo auxiliar e encobrir alguns colegas de seu grupo e que, daquela vez, os nomes deles não constariam. “O que acha pai?”. Perguntou-me.

                “Bem, filho, não vejo dessa maneira. Tudo o que você aprendeu executando sozinho esse trabalho pode lhe ser muito útil no futuro e talvez faça muita falta aos seus colegas. Para você, nada mudará excluindo o nome deles da lista. Você já fez tudo mesmo….Insira o nome deles. Esse aprendizado, embora não compartilhado com os colegas, agora é seu, é uma bagagem que, lá na frente, vai lhe servir. Vamos lembrar de seus colegas daqui a alguns anos, e veremos como eles estarão e como você estará”.

                O tempo passou, meu filho está cursando os últimos meses na melhor faculdade de Arquitetura do Brasil, e seus colegas ainda não conseguiram entrar na faculdade que gostariam de cursar.

                Aprender é o que importa. Manter esse aprendizado é consagrar nosso caminho diante do que realmente queremos da vida. Somos construídos pela maneira com que conduzimos nossa vida, e conduzimos nossa vida com aquilo que aprendemos. Às vezes, não damos importância para coisas simples que temos a oportunidade de aprender, mas, um dia, podemos precisar de um simples minuto de aprendizado para nos inspirar em anos de existência.

                Aprender é como experiência de vida, uma experiência de conhecimento e pode se tornar uma experiência existencial se a pessoa conseguir ensinar o que aprendeu, expandindo essa possibilidade de realização a outras pessoas.

 

Aprender abre o caminho para ensinar.

César Romão

                Em uma das viagens que costumo fazer com meus filhos, estávamos em Manaus, no Hotel Ariaú Towers – referência mundial em hotéis de selva, fundado pelo visionário Rita Bernardino, um amigo especial. Lá, existem algumas atividades em que a natureza é o tom. Numa delas, estávamos numa aldeia, com outros hóspedes, conhecendo um pouco da vida local, até que um dos membros da comunidade pediu licença para mostrar seu animal de estimação: uma cobra não venenosa. Mas cobra é cobra para algumas pessoas.

                Uma mulher pediu para segurá-la, e o rapaz passou a cobra às mãos dela. Num repente, a mulher se apavorou e jogou a cobra para cima, fazendo-a cair no meio da turma. Foi um corre-corre. Em meio à cena histérica de algumas pessoas, meu filho mais novo entrou na roda, pegou a cobra como se tivesse uma intimidades de anos com a bichana, segurou-a pela cabeça e enrolou-a em seu braço, levando-a de volta ao dono.

                A turma ficou impressionada, e começou a me perguntar como ensinei isso ao garoto. Respondi que estava tão impressionado quanto eles, pois nunca havia ensinado meu filho a segurar cobras ou a ser um “Jim das Selvas”.

                Perguntei a ele como havia aprendido. Ele respondeu: “Pai, esqueceu que todos os dias assisto ao Animal Planet? Foi lá que aprendi. E não é só isso, também sei segurar filhote de jacaré…” À noite, quando fomos focar jacaré, ele provou isso diante do mesmo público perplexo. Virou o caçador da classe de sua escola quando levou as fotos e ensinou os amigos a fazer o mesmo. Até as professoras adoraram a aula.

                A todo o momento, nos dias de hoje, as crianças podem aprender algo. A todo o momento nos dias de hoje, nós podemos aprender algo. A melhor de maneira de manter esse aprendizado é encontrar uma forma de ensiná-lo, dividi-lo com outras pessoas.

 

Ensina quem sabe, aprende quem quer

César Romão

                É comum as pessoas saberem o que realmente desejam conquistar em suas vidas. Também é comum notar que essas mesmas pessoas desperdiçam oportunidades de aprender a colocar em prática os caminhos que levam às conquistas que pretendem.

                Muita gente me procura dizendo que gostaria de escrever um livro ou de se tornar palestrante, mas poucas realmente seguirão esses caminhos. Quando revelo o que é necessário aprender para atuar nessas áreas, a maioria diz: “Mas precisa mesmo de tudo isso?”.

                Querer aprender é a primeira competência que qualquer pessoa deve desenvolver para conquistar seu caminho – eis aí o verdadeiro comprometimento com a escolha de vida que tenha feito.

                Tantos professores se empenham ao máximo em suas aulas, e tantos alunos se empenham ao mínimo, nas mesmas aulas. Todo professor hoje, para vencer esse desafio, tem de se tornar interessante para os seus alunos. Eles precisam ver na figura do professor mais do que uma fonte de informações para passarem de ano: precisam ver uma fonte inspiradora para os seus ideais, uma ferramenta para a realização de seus sonhos. Saber ensinar não é acreditar que a pessoa que ouviu aprendeu.

                Os alunos da nova geração precisam sentir que até a sombra de um professor pode lhes causar emoção de aprender. Professores inesquecíveis não são aqueles que cobram demais seus alunos, mas aqueles que inspiram demais seus alunos, que mostram a eles seus verdadeiros potenciais como pessoas, inserem em seus ensinamentos as matérias amor, felicidade, sucesso, caráter e fé num mundo melhor.

                A mão que embala ao ensinar e a mente que aceita o aprender escrevem o destino de uma nação e controem pessoas melhores a cada momento.

 

Aprendendo a desaprender

César Souza

                Todo mundo sabe que é preciso aprender coisas novas a fim de garantir, no futuro, uma carreira de sucesso – e é mesmo. Mas você já se perguntou o que de fato precisa aprender? Nem sempre é o que parece mais obvio. Acredite: em certos momentos da vida, o melhor a fazer é aprender a….desaprender! Você precisa deletar (isso mesmo, deletar) conhecimentos, atitudes e hábitos se deseja abrir espaço para o novo. Temos muito que desaprender. Mas não se trata somente de conceitos e técnicas – é até mais fácil esquecê-los. O mais difícil é desaprender crenças e posturas que, por terem sido úteis no passado, teimam em prevalecer e acabam atrapalhando o aprendizado do novo.

                Desaprendendo crenças ultrapassadas, como “cada macaco no seu galho” e o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. São dogmas da nossa cultura autoritária e centralizadora que aprisionam nossa energia criativa.

                Desaprendendo a viver com medo. Tome mais iniciativa, seja mais criativo e proativo. Não se acomode numa possível zona de conforto. Lembre-se de que o questionamento é a base do crescimento.

                Desaprenda a se impressionar com os discursos. Aprenda mais pelo exemplo que pelos discursos carismáticos e sem conteúdo.

                Desaprenda a se posicionar como especialista. A era do expert está chegando ao fim. O futuro pertence mais aos multicompetentes do que aos especializados em técnicas.

                Aprender a desaprender é o segredo daqueles que se autodesenvolvem de forma mais rápida. Ouse desaprender conhecimentos, habilidades e atitudes que não mais lhe serão úteis. Você não só aprenderá o que é novo, mas contribuirá para gerar o novo.

 

Aprenda além da sala de aula

César Souza

                O aprendizado não se restringe ao que acontece entre as paredes da escola. Ele passou a ser on-line 24 horas por dia, todos os dias da semana. Grande parte do seu aprendizado pode se dar muito além da sala de aula. Ocorre no dia a dia, em casa, nas ruas, na vizinhança, no cinema, no clube, no lazer, nos momentos de leitura e reflexão. Em qualquer lugar e a qualquer hora.

                Não fique esperando que a escola e os professores lhe ofereçam tudo o que precisa aprender. Assuma a responsabilidade pelo seu próprio aprendizado. O papel do educador é disponibilizar opções e ensiná-lo a pensar, não oferecer um “prato feito” para o seu desenvolvimento.

                Na sala de aula, o máximo que pode ser oferecido são ferramentas que o ajudem a refletir sobre sua própria circunstancia e a buscar alternativas para muda-la. Os profissionais bem-sucedidos não são ricos no domínio de técnicas aprendidas na escola, mas no intangível, decorrente de um modelo mental perceptivo, analítico, inventivo e transformador da realidade em que vivem.

                Você pode, por exemplo, aprender muito sobre liderança tanto assistindo a alguns filmes ou a um bom seriado de televisão quanto frequentando um curso formal sobre o tema. Pode, também, aprende sobre o comportamento de um líder assistindo a um jogo de futebol ou a uma partida da seleção de vôlei orientada pelo técnico Bernardinho. Ou mesmo lendo uma boa biografia sobre um artista e, depois, visitando uma exposição sobre sua obra em um museu.

                Ser competente não é sinônimo de ter um acúmulo de conhecimentos, mas de ter capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência. Essa é uma das poucas competências duráveis em um mundo no qual conhecimentos específicos se transformam, com muita rapidez, em informações perecíveis.

 

Aprender a juntar o “injuntável”

César Souza

                Uma das habilidades que diferenciam as pessoas de sucesso é unir fatos e informações aparentemente desconexos e dar-lhe sentido, criando o novo.

                Em um momento de descontração, o saudoso comandante Rolim, fundador da TAM, contou-me como nasceu o tapete vermelho que virou símbolo da companhia. Sorrindo, ele disse textualmente: “Juntei o ‘injuntável’!”. A ideia surgiu a partir da sugestão de um funcionário da limpeza dos aviões: nos dia de chuva, colocar um capacho do lado de fora das aeronaves para que os passageiros pudessem antes de embarcar, limpar os seus sapatos molhados, que sujavam de lama ao andarem na pista dos aeroportos. Pretendia, assim, economizar tempo para as decolagens, que atavam atrasando muito nos dias chuvosos.

                Rolem criou algo inusitado ao associar essa sugestão, que visava obter mais eficiência operacional, com outra ideia que cultivava havia algum tempo: a intenção de encantar seus passageiros. Passou a recebe-los como celebridades, com tapete vermelho estendido à porta das aeronaves, e não apenas com um capacho cinza ou marron, como seria mais natural.

                A lição de Rolim tem sido útil a muitas pessoas que, a partir da associação de coisas que não fazem aparente sentido entre si, aprendem o que não é ensinado nos livros. Mentes treinadas na arte de associar ideias conseguem dar sentido a elas. Isso exige disciplina, curiosidade, interesse, ousadia e senso de oportunidade, características dos que aprendem de forma contínua.

                A capacidade de integrar o que parece disperso e de “juntar o injuntável” constitui a inteligência diferenciadora dos eternos aprendizes.

 

Aprenda o que não precisa estar sempre certo

César Souza

                A ditadura do “estar sempre certo” é um enorme empecilho ao aprendizado. Aprisiona nossa criatividade.

                Um colega da empresa em que trabalhei, engenheiro de formação e excelente profissional, tentou aprender inglês durante quatro anos, inclusive com aulas particulares diárias no escritório. Mesmo assim, nunca conseguiu manter uma conversação sequenciada nas reuniões de negócios, nas quais entrava mudo e saía calado. Era visível o seu sofrimento, e um suplício para seus colegas presenciar seu transtorno.

                Já desconfiava de que ele, um perfeccionista e tanto, não falava porque não sabia se estava certo na construção das frases e na pronuncia das palavras do idioma de Shakespeare.

                Às vezes eu chegava a imaginar – e acho que até “ouvia” – as maquinações do cérebro dele, processando as palavras como se fossem uma fórmula matemática. Tentei ajuda-lo diversas vezes, convencê-lo a se expressar, a arriscar. Argumentava que as crianças aprendem a falar outros idiomas mais fácil e rapidamente que os adultos exatamente porque não se autocensuram e, mesmo errando, falam, corrigem, acertam. Não adiantou muito, mas eu cumpria meu papel de sempre estimular o amigo.

                Não precisamos estar sempre certos. Não estou sugerindo que você, leitor, erre muito, nem que erre sempre. Mas aprenda que não precisa estar sempre certo. Nem no aprendizado de idiomas estrangeiros, nem em outras circunstâncias da vida. Quando nos livramos desse mandato absurdo, perdemos o medo de errar e ousamos experimentar uma hipótese diferente, abrimos nossas mentes e corações para aprender algo, às vezes, inesperado. Só assim criamos o novo.

                Você já pensou quantas oportunidades de aprendizado perdeu por não se permitir errar?

 

Site OK

 

Aprenda ensinando os colegas

César Souza

                Em toda sala de aula, sempre existem dois tipo de alunos: os que gostam de fazer apresentações e os que preferem atuar nos bastidores, executando os trabalhos, sem ter de aparecer na frene dos colegas.

                Esses últimos – que, de certa forma, se “escondem” – nem sempre percebem a enorme oportunidade de aprende que estão desperdiçando. Ao ter de se preparar para fazer uma apresentação, você pode aprender muitas coisas.

  • Aprender muito mais sobre o conteúdo do      trabalho, pois terá de ir fundo no assunto. Quando a gente vai para a      linha de frente, sempre se prepara melhor para não ser surpreendido.
  • Aprender a falar bem, a se apresentar      em público e a preparar material de apoio, imagens etc., o que certamente      será muito útil na sua vida profissional futura.
  • Aprender a debater com os outros, a      ouvir, a contra-argumentar e a complementar nossos dados com os dos      outros, alguns até mais bem informados.
  • Aprender a compatibilizar nossas ideias      com as dos outros membros da equipe, a escolher prioridades e a lidar com      eventuais divergência.

 

E, quando tudo parece terminado, temos de aprender a transformar o que transmitimos em algo útil, preparando um resumo ou sugerindo tópicos para futuros trabalhos.

A grande verdade é que quem se prepara para ensinar acaba aprendendo mais do que os que são alvo do ensino. Não desperdice as oportunidades de, pelo menos de vez em quando, engrossar o time dos que vão para a linha de frente e se tornam relatores dos trabalhos de grupo nas escolas. A disciplina que o ato de ensinar exige é uma competência desejável, qualquer que seja a profissão que você venha a escolher.

 

Seja curioso

Leila Navarro

                Recomendar a alguém que seja curioso parece chover no molhado, pois todo mundo já nasce curioso – e muito. Basta observar uma criança pequena: tudo ela quer ver, pegar, pôr na boca, saber para que serve.

                Mas, se no começo da vida tudo nos atrai a atenção, conforme crescemos ficamos mais e mais seletivos: passamos a ser curiosos especialmente por aquilo que tem a ver com nossos interesses e preferências. Se praticamos um esporte, por exemplo, temos curiosidade em aprender novas técnicas, conhecer os truques dos grandes atletas ou ficar por dentro dos resultados das competições. Somos curiosos para saber o que acontecerá no próximo capítulo do seriado ao qual assistimos, ouvir o novo disco do grupo musical que curtimos, saber o que a pessoa que paqueramos fará no final de semana e por aí vai.

                Agora, se a curiosidade é algo que a gente tem de sobra, que não gasta nem acaba, por que não a direcionar também para os estudos? Não se contente com o que o professor fala em sala de aula – procure entender os porquês das coisas, faça perguntas e ele, questione e discuta o que é ensinado. Vá além dos ensinamentos de seus livros, explore na internet os temas que está estudando, veja o que dizem outras fontes. Vá além até mesmo do que o seu curso ensina e procure saber o que os amigos de cursos mais adiantados e de outras escolas estão aprendendo.

                É bem verdade que nem toda informação que você coletar dessa maneira servirá para alguma coisa, mas, se uma ou outra servir, terá valido a pena!

                De repente, você descobre algo que fará diferença em seu desempenho escolar ou mesmo em seu futuro profissional. Há uma imensidão de conhecimentos disponíveis neste mundo, mas é você quem tem de ir atrás deles. Usa sua criatividade.

 

 

Valorize a diversidade

Leila Navarro

                O estudante não vive sem uma turma, aquele grupo de colegas com quem tem afinidades nos pontos de vista, interesses ou estilo de vida. Isso é natural e saudável, pois todo ser humano tem necessidade de se identificar com outras pessoas e se sentir parte de algo. O risco, aqui, é exagerar no apego à turma e relacionar-se apenas com quem pensa igual, veste igual ou mora no mesmo quarteirão. Hoje em dia, é preciso conviver bem com quem é diferente, saber relacionar-se com a diversidade.

                Nas escolas, assim como nas empresas, clubes e outros espaços sociais, sempre encontramos pessoas diferentes de nós. Diferentes na cor da pele, nacionalidade, religião, modo de vida, orientação sexual, condição econômica e financeira, opção politica, paixão futebolística, jeito de vestir…… se você não se aproxima de pessoas diferentes por achar que elas “não tem nada a ver” ou por algum tipo de preconceito não sabe o que está perdendo. Pessoas diferentes têm muito a aprender uma com as outras ao compartilhar suas culturas, costumes, valores, opiniões e conhecimentos.

                O relacionamento com alguém diferente nos revela um mundo diferente, e isso é extremamente enriquecedor. Proporciona aprendizados preciosos, como a tolerância, o respeito à individualidade alheia, a capacidade de enxergar o que as pessoas têm de melhor e a habilidade de relacionar-se. Essas são qualidades importantes para o nosso desenvolvimento humano e profissional. No mundo globalizado, é comum lidar com gente de diversas nacionalidades, trabalhar em outros países e desenvolver projetos ao lado de pessoas que mal conhecemos.

                Percebe como é importante valorizar a diversidade? Comece, agora mesmo, a ver o “diferente” com outros olhos e você perceberá o quanto isso é enriquecedor. 

       

 Ensine o que sabe

Leila Navarro

                Quando somos estudantes, naturalmente nos colocamos na posição de quem nada sabe e está na escola para aprender. Até concluirmos o curso na escola e pegarmos o diploma, não nos sentimos prontos para colocar em prática o conhecimento que recebemos. Mas será mesmo que não estamos aptos a fazer nada com isso? Penso que existe, sim, algo que você pode fazer com o que já sabe….. Você pode ensinar alguém, por que não?

                Assim como existe quem sabe mais do que você, existe, também, quem sabe menos. Talvez você possa ensinar a matéria em que tem mais facilidade para aquele colega que não está conseguindo acompanhar a classe. Dependendo da sua idade e de seu estagio nos estudos, poderia ser professor particular ou, quem sabe, voluntário em uma ONG que auxilie pessoas carentes. Pense em algo que você poderia ensinar. Inglês para iniciantes, Matemática para alunos do ensino fundamental, informática para idosos, futebol, trabalhos manuais? Veja as opções que você tem e mãos à obra!

                Eu mesmo, quando não tinha nem 18 anos, fui voluntário em um programa de alfabetização de adultos e digo por experiência própria: ensinar é muito gratificante!  Contribuir para o desenvolvimento de outra pessoa fortalece a nossa autoestima, faz a gente se sentir útil e atuante. É algo que proporciona o desenvolvimento da responsabilidade, do compromisso e da qualidade, tao importantes para a futura vida profissional. Também reforça o conhecimento que já temos e, muitas vezes, nos obriga a pesquisar o que ainda não sabemos para oferecer mais a quem ensinamos.

                No fim das contas, percebemos que ensinar e aprender são faces da mesma coisa: a construção do conhecimento. E conhecimento é algo que se dá e se recebe o tempo todo – na escola, no trabalho, na vida.

 

Aprender a pensar

Leila Navarro

A escola ensina um conjunto de procedimentos, fatos, conceitos e regras, coisas que já vêm prontas para você assimilar. Mas isso não é o bastante para o seu desenvolvimento. Você precisa aprende a pensar, usando sete tipos de pensamento:

  • O      pensamento dedutivo, em que você parte de premissas gerais e aceitas como      verdadeiras e chega a uma conclusão sobre um fato específico.
  • O      pensamento indutivo, em que parte de uma situação especifica para chegar a      conclusões gerais.
  • O      pensamento analítico, em que analisa separadamente as partes que formam um      todo.
  • O pensamento      sintético, em que forma um todo a partir da reunião de suas partes.
  • O      pensamento sistêmico, em que estabelece as relações entre as partes de um      todo.
  • O      pensamento crítico, por meio do qual questiona os fatos.
  • O      pensamento criativo, com o qual produz ideias para desenvolver algo novo.

 

                Se você não usá-los de modo integrado, sua capacidade de pensar não se desenvolve plenamente. Para viver as situações mais cotidianas, talvez baste fazer deduções logicas, generalizar fatos, entender o todo a partir das partes ou as partes a partir do todo. Mas, para compreender a realidade, discernir o que serve e o que não serve para você ser capaz de transformá-la, você precisa saber pensar criticamente, estabelecer relações entre fatos e usar criatividade.

                Para desenvolver sua capacidade de pensar, cultive o hábito de trocar ideias com os outros, pois isso o coloca diante de percepções diferentes da realidade. Não perca a chance de participar de debates e discussões, ouvindo os outros e expressando suas opiniões. Procure fazer um curso de Filosofia ou pelo menos ler livros sobre o assunto. Filosofia ensina a pensar! Acredite, isso é muito importante para o seu desenvolvimento.

 

 

 

….E repense o que aprendeu

Leila Navarro

                Tão importante quanto aprender a pensar é repensar ou reciclar o que você aprendeu e, assim, não ficar com a mente ocupada por ideias que não servem para nada….

                Isso me faz lembrar a parábola do mestre que chamou o discípulo para a cerimônia do chá. Depois de preparar cuidadosamente a bebida, o mestre começou a despejá-la em uma xícara. Só que, em vez de suspende a chaleira quando a xícara estava cheia, ele continuou despejando o chá, que transbordou e começou a se espalhar pelo chão. O discípulo exclamou: “Mestre, o chá está transbordando. E o mestre, com seu jeito zen, só respondeu: “A xícara de chá é como a mente. Só podemos enchê-la se ela estiver vazia”.

                Moral da história: precisamos abrir espaço para novos conhecimentos, novas ideias e percepções. Precisamos partir do princípio de que todo conhecimento envelhece, toda ideia “caduca”, é preciso sempre atualizar e reciclar o que sabemos.

                Outra interpretação dessa parábola sugere que sejamos capazes de esvaziar a mente de vez em quando, o que se consegue fazer com a meditação. Criar momentos de completo silêncio mental é uma prática que relaxa, equilibra, acalma – faz bem até para o corpo. Não é difícil fazer isso e há muitos lugares onde você pode aprender. Por que não sugerir à direção de sua escola que dê um curso de meditação aos alunos? A ideia será muito bem-vinda, já que a meditação deixa todo mundo mais calmo e com maior capacidade de concentração.

                Ao praticar a reciclagem de ideias e a meditação, você estará preservando a ecologia da usa mente. Isso mesmo, ecologia, um conceito que tem a ver com renovação constante, crescimento e equilíbrio. Se na natureza nada prospera num ambiente estagnado e entulhado, poderia a sua vida prosperar se você não renovasse sua mente? Isso dá o que pensar……

 

Para os alunos

 

Como expor um trabalho em sala de aula

Reinaldo Polito

                Para fazer a apresentação de um trabalho escolar, siga essas dicas:

  • Fale em      voz alta o suficiente para que todos ouçam, principalmente quem estiver no      fundo da sala.
  • Não      fale muito rápido nem muito devagar.
  • Alterne      o volume da voz e a velocidade da fala para que o ritmo seja interessante.     
  • Fique posicionado      de maneira elegante, distribuindo o peso do corpo sobre as duas pernas.
  • Não      fique parado na frente da classe, mas também não se movimente se não tiver      motivo.
  • Evite      ficar com os braços nas costas ou cruzados na frente do corpo. Também não      é conveniente ficar com as mãos nos bolsos ou esfrega-las nervosamente.      Mesmo se você não estiver à vontade, não revele essa insegurança aos      ouvintes.
  • Mantenha      o semblante arejado e simpático e olhe para todos os colegas da sala.
  • Fale      com a maior naturalidade possível, como se estivesse conversando com os      amigos de maneira animada.
  • Fale      sempre com entusiasmo.
  • Elimine      sons e ruídos desnecessários, como “né?”, “tá?”, “hummm”, “hããã”.
  • Faça      uma rápida introdução comentando a importância do tema que irá expor.
  • Conclua      sua apresentação com uma reflexão sobre o tema, ou falando da sua      satisfação em ter pesquisado sobre o assunto, ou incentivando os ouvintes      a se aprofundarem mais na matéria.
  • Use      anotações de consulte-as sem receio, mas não se escravize por elas.
  • Se usar      recursos visuais, como Power Point ou retroprojetor, ensaie bastante para      ter certeza de que seguirá a sequência correta. Nesse caso, chegue mais      cedo para se certificar que os aparelhos estão funcionando da maneira      desejada.

 

                Siga essas orientações, tire um belíssimo dez e receba os cumprimentos dos colegas e do professor. Boa sorte!.

 

 

 

 

Com treinar a apresentação do trabalho escolar

Reinaldo Polito

                Ao se preparar para a apresentação de um trabalho escolar ou de um projeto, tenha em mente que pensar sobre um assunto é uma coisa, escrever sobre ele é outra, e apresenta-lo oralmente é outra muito diferente.

                O vocabulário, a pausa, o ritmo e o estilo são distintos, quando falamos e quando escrevemos. Para escrever, por exemplo, usamos a pontuação gramatical; já para falar usamos as pausas expressivas, que nem sempre coincidem com aquelas usadas na comunicação escrita.

                Portanto, se você resolver falar diante dos colegas d classe da forma como preparou o material escrito, provavelmente se sentirá inseguro e parecerá artificial. É quase certo, também, que se sentirá desconfortável se tentar reproduzir, palavra por palavra, o que escreveu, pois, se decorar o seu trabalho e esquecer uma palavra importante na ligação de duas ideias, poderá jogar por terra o resultado da sua apresentação.

                A melhor maneira de preparar a apresentação oral é conversar bastante com os colegas de grupo, com as pessoas da família ou com os amigos sobre a matéria que você deverá expor. Se você não tiver ninguém com quem possa conversar, procure um local onde consiga ficar à vontade e fale em voz alta sobre o assunto, como se estivesse conversando com um grupo de pessoas.

                Se, para ter mais segurança, deseja expor o assunto como o escreveu, uma boa tática é primeiro falar e, depois, escrever da maneira como falou. Assim sua apresentação será mais natural.

                Esse recurso de falar antes o que você deverá expor diante dos colegas e do professor o deixará mais confiante e desenvolto. Quando fizer a apresentação diante da classe, estará familiarizado com as informações e com a maneira espontânea de comunicar a matéria.

 

Aprenda a aprender

Carlos Alberto Júlio

                Em casa, no trabalho, nas viagens de férias e nas horas de lazer, são inúmeros os momentos que, se bem aproveitados, podem resultar em conhecimentos para vida. Basta ligar suas antenas e realmente prestar atenção no que está à sua frente. É o “aprendizado de oportunidade”.

                A chance de aprender pode estar numa revista lida na sala de espera de um medico, num velho desenho animado da TV, no último filme em cartaz no cinema, num livro infantil, num chat de internet, na simples observação das ruas, numa conversa agradável.

                Para aprender a aprender, você deve descobrir seus próprios mecanismos de aprendizado. Você aprende melhor com o que lê ou com o que escuta? Tem de passar o conhecimento para outra pessoa para absorvê-lo de fato? Precisa organizar as ideias por escrito para tirar suas conclusões? Prefere vivenciá-las? Qualquer que seja seu ponto forte, explore-o.

                De modo simplificado, podemos dizer que a mente humana funciona mais ou menos como uma caixa-preta, onde estão registradas todas as suas experiências de vida, mesmo aquelas nas quais você não tem consciência de possuir. Quando uma ação lhe é direcionada, você apresenta uma reação condicionada por esses registros.

                Por que um jogador de futebol, quando leva uma entrada mais dura, parte para cima do adversário, enquanto outro apenas se levanta e volta para o jogo? Uma explicação possível é que o primeiro teve boas  experiências com brigas e o segundo levou uma surra na última vez que se meteu em encrenca.

                Os antecedentes de cada pessoa determinam a sua reação. Tente descobrir como você aprende melhor e crie a sua própria metodologia. Afinal, sabemos que o aprendizado é uma base sólida para o sucesso. Aproveite toda e qualquer oportunidade para aprender. Comece prestando atenção no mundo que está a sua volta.

 

Planeje seu futuro

Carlos Alberto Júlio

                Atualmente, todas as empresas falam em estratégia. Você também deve estar se perguntando: afinal, o que é estratégia? É o caminho para você alcançar o seu objetivo o mais rápido possível. Você precisa apenas pensar grande, começar pequeno e crescer rápido. Pensar grande, começar pequeno e crescer rápido?

                Traduzindo: pensar grande é estabelecer o objetivo; começar pequeno significa caminhar no ritmo que a situação atual permite; e crescer é o fruto da execução da estratégia.

                Quando o assunto é estratégia, o que vale no mundo dos negócios vale para as pessoas. No futuro, o que você quer para si, para sua família, para sua carreira? Afinal, todo o mundo tem desejos e necessidades.

                Mas pode acontecer de a pessoa não se dar conta deles. Sem essa consciência, a direção tomada não faz a menor diferença e, pior, talvez seja a direção errada. Mais do que isso, devemos criar um compromisso claro com tais objetivos. Foco, disciplina e organização constituem a chave para chegar mais rápido aos objetivos desejados.

                Lembre-se: você não tem a obrigação de ter todas as competências de um grande estrategista. Comece maximizando os seus pontos fracos e potencializando os seus pontos fortes.

 

Permita-se errar

Carlos Alberto Júlio

                Quem não erra não aprende. Quem não aprende não vive. Portanto, quando tiver pressa, ande devagar, e a resposta virá com mais rapidez.

                Crescemos ouvindo que “errar é humano”. Mas tirar nota baixa na prova merece castigo. É claro que não nascemos sabendo tudo, senhores da verdade. Mas é fato que cometemos muito mais erros, em nosso dia a dia, por falta de atenção ou por estresse mental do que por ignorância.

                Também é verdade que a pressa é inimiga da perfeição. É impressionante como, a cada dia, o tempo parece nos consumir mais rapidamente. Fazemos as coisas com velocidade cada vez maior, o que torna a quantidade dos nossos desacertos diretamente proporcional a nossa pressa.

                Muitas vezes acertamos, e tomamos por fase esses sucessos para, diariamente, desafiarmos nossos limites. É a nossa tendência de agir sem pensar o que nos faz cometer erros quando começamos a reagir sob pressão. Criar uma infinidade de justificativas para nossas ações é mais fácil que assumirmos prontamente os nossos erros. Afinal, o maior obstáculo para quebrar essa barreira está dentro de nós mesmos.

                Acredite ou não: é mais fácil construir uma relacao de credibilidade, tanto nas empresas quanto na vida pessoal, assumindo uma falha cometida do que tentando justifica-la. As pessoas raramente esperam ou estão preparadas para uma atitude de responsabilidade espontânea, na qual assumimos nossos erros, reconhecemos e pedimos desculpas com humildade e cabeça erguida para enfrentar o que a vida nos reserva e absorver o aprendizado assimilado.

 

Reinvente a sua carreira

Carlos Alberto Júlio

                Para se ter uma carreira profissional de sucesso, é fundamental, hoje, o aprendizado contínuo. Antigamente, numa época em que havia grande oferta de trabalho, os empregos eram mantidos pela obediência. Hoje, tem emprego garantido aquele que renova suas competências específicas, se adapta à metamorfose permanente do setor produtivo e providencia novas bases de conhecimento para o desenvolvimento da carreira. Não basta você ser bom naquilo que faz – é importante mostrar que esses talentos e habilidades serão úteis nos meses seguintes, nos anos seguintes e em novas e diferentes conjunturas.

                Atualmente, o que se vê é um cenário com urgência e velocidade, que nos cobra mudanças nos parâmetros, nas atitudes e nas metas. O mercado tem apostado nos profissionais que se mostram dispostos a aprender e a colocar em prática seus novos conhecimentos. Essa competição acirrada entre as empresas exige profissionais que se requalifiquem rapidamente, com ou sem a tutela dos seus chefes. É aí que vem a importância da reinvenção da carreira. Dessa forma, a educação formal, escolar, consiste num ponto de partida para o processo contínuo de atualização.

                Os indivíduos bem capacitados tendem a tirar melhor proveito do treinamento profissional. Logicamente, o período de aprendizagem é importantíssimo, pois serve de alicerce para sustentar todo o enorme edifício do conhecimento. A competição está no plano das pessoas, e seus talentos são considerados o grande ativo das companhias.

 

Use o conhecimento para melhorar a sua vida

Carlos Alberto Júlio

                Existem quatro estágios ou níveis de aprendizagem: ignorância, consciência, arrogância e sabedoria. O primeiro é aquele em que eu não sei, e não sei que não sei. Pense na criança que ainda não sabe andar. Sentada no chão ela observa que os adultos a sua volta se levantam sem esforço e saem caminhando. Como ela não tem consciência de que não sabe andar, tenta se levantar e, ao fazê-lo, cai. É inconscientemente ignorante.

                Ao tentar várias vezes, sem sucesso, ela começa a perceber que aquele ato, que parece tão fácil aos adultos, não é do seu domínio. Nesse momento, começa a entrar no segundo estágio, o da consciência de sua ignorância. Esse é o passo mais importante no processo de aprendizagem – quando assumimos que não sabemos, nos abrimos para aprender. A criança começa a se escorar nos sofás, mesas e móveis da cada para ficar de pé e dar seus primeiros passos rumo ao equilíbrio. Agarra-se às nossas pernas e caminha junto, de mãos dadas.

                De repente, como num passe de mágica, a criança se percebe andando sem ajuda. Fica orgulhosa e mostra a todos sua proeza, pois, agora sabe que sabe. Esse é o estágio mais perigoso do aprendizado. Ao supervalorizar o que sabemos, somos levados à soberba e à arrogância, não compartilhamos o que aprendemos, nos sentimos superiores e corremos o risco de parar de aprender, o que nos levará de volta ao estágio da ignorância, já que o saber não renovado é perecível.

                Finalmente, a criança tem o seu ato de andar algo cotidiano, rotineiro. Ela acaba de atingir o quarto estágio: sabe, mas não tema menor importância o fato de que ela sabe. É o conhecimento aplicado à vida. É a sabedoria: quando todo o conhecimento é aplicado para melhorar a vida.

                Faça como as crianças: aplique os conhecimentos e melhore sua vida com sabedoria.

 

Ensinando a aprender

Dulce Magalhães

                Aprender é um estado, muito mais que uma condição ou capacidade. Pessoas comuns são capazes de coisas extraordinárias diante das circunstâncias especiais. Aprender é a capacidade que o ser humano tem de assimilar, introjetar, produzir e reproduzir conteúdos novos.

                Esses conteúdos são os elementos que formam percepção, intenção, interpretação e decisão – as quatro modalidades de construção da realidade. Quando aprendemos, estamos alterando nossos conteúdos, que afetam nossas habilidades e, consequentemente, produzem uma nova realidade.

                Aprender é mudar o mundo. É viver, ver, sentir e fazer algo novo, numa nova perspectiva, como nunca foi feito ou sentido antes. Qualquer coisa diferente disse pode ser conhecimento, informação, formação ou até mesmo desenvolvimento, mas não é aprendizagem. Aprendizagem é viver outra realidade. Se a nossa realidade não está se modificando, é porque não estamos aprendendo.

                Estudar não é o mesmo que aprender, pois nem sempre o estudo gera uma nova perspectiva, uma ampliação de consciência ou conteúdos significativos que possam realmente modificar nossa realidade. “Mais vale aquilo que a gente aprende do que aquilo que nos ensinam” – esse é um antigo ditado, que nos oferece uma reflexão sobre o valor de aprender versus a experiência de estudar.

                Se o estudo não gerar aprendizagem, pouco ou nada servirá para a vida. Seja qual for o propósito do estudo, conhecer os processos que modelam a aprendizagem é essencial para a conquista dos sonhos e a realização dos nossos objetivos.

                Nos textos a seguir vamos refletir sobre as cinco qualidades de um aprendiz e ver como elas permitem que qualquer assunto ganhe novos significados e tenham um impacto relevante na construção das novas realidades que tanto desejamos.

               

 

               

01 – Ausência de preconceito

                                               Dulce Magalhães

                O preconceito é uma limitação que construímos desde a infância, a partir de nosso processo de formação. A palavra “formação” significa “colocar em forma”, ou seja, dar forma, oferecer uma forma de ver o mundo. Essas formas que recebemos desde muito cedo são chamadas pela ciência de paradigmas.

                Os paradigmas não são feitos para enxergarmos melhor, mas para distorcer a realidade e ajustá-la à nossa limitada capacidade de compreensão. Vemos a realidade a partir dessas lentes, às quais damos o nome de crenças.

                Assim, o que acreditamos ser verdade não é a verdade absoluta, mas nosso jeito de ver a verdade. Quando nos damos conta disso, estamos aptos a aprender, pois podemos vencer os limites dos preconceitos e ver a vida através das lentes alheias, ouvir outros pontos de vista, nos abrir para experimentar a realidade.

                O preconceito é uma visão imatura da realidade. É a lente básica que usamos para enxergar a vida, mas que própria vida trata de atualizar, num processo ao qual damos o nome de maturidade. Quanto mais avançados no amadurecimento de nossos pensamentos, processos, vivências e experiências, mais livres ficamos de nossos preconceitos. Quanto mais nos libertamos dos limites estreitos de nossos preconceitos, mais a aprendizagem floresce em nosso espírito.

                Mesmo desconhecendo um assunto, se o definimos como aborrecido, esse preconceito nos impedirá de desfrutar daquele conteúdo. Aprender demanda livre pensar.

                Lembre-se de quanto maior a liberdade de pensar – a ausência de preconceitos – maior a capacidade de aprender. Identifique seus preconceitos e liberte-se deles. Você será capaz de aprender mais rápido, melhor e mais facilmente.

 

02 – Abertura

Dulce Magalhães

                A abertura é a capacidade de se permitir aprender o novo, a inteira disponibilidade para mudança. Isso só se torna possível quando abrimos um espaço de dúvida sobre o que conhecemos como “verdade”. O espaço das certezas é fechado, limitado pela possibilidade do “já conhecido”. A dúvida conduz para novos e venturosos horizontes. Duvidar é a arte de abrir-se para novas experiências.

                Sem a abertura – primeira chave para acessar a aprendizagem -, não temos sequer a capacidade de ver a nova oportunidade, conteúdo ou situação. Ficamos cegos para tudo o que bloqueamos com possibilidade. Aprender depende de desconfiar que haja outras formas, outras explicações, outros caminhos.

                A abertura depende exclusivamente da dúvida, da incerteza, da indefinição, de todas essas qualidades consideradas negativas por muita gente. Esse estado de ausência de certezas tem utilidade e gera possibilidades. É a condição básica, o passo inicial para adentrarmos no vasto campo da aprendizagem.

                Se você tem dificuldade com determinado tema ou conteúdo, duvide até mesmo dessa dificuldade. Experimente. Duvide que alguma coisa é chata ou desinteressante. Deixe seu cérebro, que é flexível, plástico, moldável e superinteligente, escolher outras possibilidades, mais favoráveis para o seu processo de aprendizagem.

                Lembre-se de que o primeiro passo é duvidar. Essa abertura é tudo o que o seu sistema precisa para que você possa avançar em direção à aprendizagem.

 

03 – Interesse

Dulce Magalhães

                A partir da dúvida podemos desenvolver o interesse. Tentar descobrir que outras possibilidades estão disponíveis sobre determinado assunto. Abrir-se é o primeiro passo, mas o passo seguinte é caminhar em direção ao objetivo, interessar-se por aprender, conhecer, viver aquele tema ou assunto.

                O interesse é o elemento que nos liga ao conhecimento e nos oferece o amplo leque das possibilidades palpitantes. Tudo está em pulsação, em compasso de espera, vibrando por nossa atenção. O interesse é a atenção capturada, que nos liga à nova realidade e nos permite ver, perceber, observar.

                Aqui, tratamos do mapa cerebral e percemos que o interesse é o direcionamento de nossa atenção para as possibilidades daquele tema. Em outras palavras, ao colocarmos atenção sobre algo, nosso cérebro rastreia um bilhão de possibilidades por segundo para encontrar algo interessante, envolvente, divertido, esclarecedor etc.

                Assim, nosso interesse passa a ser uma forma de gerenciar o sistema para que a experiência da aprendizagem seja uma divertida aventura, e não mais uma tarefa enfadonha e difícil.

                Interessar-se pelo tema em pauta é o segundo passo na seara da aprendizagem. o interesse mobilica todo o complexo e sofisticado sistema cerebral para que sejamos capazes de encontrar respostas, possibilidades e oportunidades.

                Nós nos tornamos aquilo para que voltamos nosso olhar. Para mudar de mundo, é preciso mudar de olhar. Colocar nossa atenção em novas direções é uma significativa mudança e faz parte do precioso processo de criação de novas realidades que a aprendizagem produz.

 

                Lembre-se de que a segunda chave para a aprendizagem é o interesse. A partir do momento que você abre para o novo e coloca sua atenção nessa direção, a mágica de aprender começa a acontecer em sua vida.

 

04 – Curiosidade

Dulce Magalhães

                A qualidade da curiosidade não é muito estimulada em nossa sociedade, mas é essencial na aprendizagem. Não fosse a curiosidade de homens e mulheres que formularam perguntar inéditas acerca de antigas e conhecidas realidades, o mundo não alcançaria alguns resultados fantásticos que temos hoje.

                A curiosidade é a arte de formular perguntas, especialmente as mais esquisitas, as obvias, as simples e as mais interessantes de todas: as perguntas que nos remetem ao “por que não?”.

                Uma coisa pode ser de um jeito, mas por que não pode se de outra forma também? Por que não fazer diferente? Ou mais? Ou menos? E se eu não mudar? E se fizer o contrário? E se deixar de fazer? Enfim, a curiosidade nos conduz pelos caminhos da aprendizagem como um mestre experiente e sensível. Ela ativa a nossa capacidade de explorar, investigar a realidade e adquirir novas perspectivas acerca do que já se conhece ou, ainda, encontrar coisas inteiramente novas.

                O curioso é chamado de xereta, intruso, bicão, como se a curiosidade fosse um mal, e fazer perguntas, uma chateação. Porém, respeitando os limites da privacidade do outro, a curiosidade é a qualidade que mais oferece condições de conhecer e, consequentemente, de aprender. É ela que nos coloca diante de dados e informações novos e nos permite enxergar o que não estávamos vendo.

                Curioso é aquele que pergunta, explora novos horizontes, investiga realidades e se propor a conhecer o desconhecido. Dizem que a curiosidade matou o gato, mas, muito antes disso, ele pôde conhecer o mundo.

                Lembre-se de que a curiosidade é a terceira chave para a aprendizagem e é a arte de formular perguntas para ser capaz de conhecer e compreender o novo, o diferente, o aparentemente difícil. As perguntas sempre levarão a respostas que nos colocam em novas aprendizagens.

 

05 – Ausência de julgamento

                Dulce Magalhães

                Tiramos conclusões demais sobre coisas, pessoas, circunstâncias e situações. Olhamos e já julgamos se é bom ou ruim, feio ou bonito, certo ou errado. Escolhemos uma hipótese e rejeitamos a outra. Nesse instante, diminuímos nossa capacidade de apreciar a realidade em toda a sua inteireza.

                Quanto mais rapidamente julgamos e concluímos, mais eliminamos possibilidades de aprendizagem. abrir mão de tirar conclusões é uma forma sábia de experimentar a realidade.

                No começo, não é muito fácil deixar de julgar. Mas, com certa prática e alguma disciplina, deixamos essa mania e podemos nos aproximar dos conteúdos com muito mais abertura, interesse, curiosidade e sem preconceitos que costumam nortear os julgamentos.

                Bons cientistas, filósofos, aprendizes geniais tiram poucas conclusões, evitam o julgamento e não confiam apenas no que já conhecem. Antes de concluir, investigam. Antes de julgar, exploram, experimentam, perguntam.

                Depois de algumas aulas, podemos concluir, por exemplo, que a Matemática é uma matéria difícil e chata. Ao julgarmos e concluirmos isso, não estamos limitando a Matemática – que continuará evoluindo, apesar de nossa dificuldade. Nossa conclusão limita nosso próprio progresso nesta área.

                Lembre-se de que o julgamento é uma forma limitada de rotular a realidade. Quanto menos conclusões, mais oportunidades e facetas da realidade somos capazes de enxergar.

                Aprender é a maior aventura humana, pois muda o mapa interior, ampliando a visão, flexibilizando a percepção, rompendo fronteiras e transpondo limites. O grande aprendiz não é aquele que habita o mundo, mas aquele que permite que o mundo o habite.

 

O outro lado

Max Gehringer

                Como a história tem cansado de demonstrar por meio dos séculos, a humanidade sempre esteve repleta de certezas. Muitas delas – provavelmente, a maioria delas – acabaram desmentidas por acontecimentos posteriores ou pelas descobertas da ciência.

                Durante um milênio, os sábios acreditaram que o Sol girava em torno da Terra e que nosso humilde planetinha era o centro do Universo. Até o Papa tinha certeza disso. E quem discordava dessa verdade dogmática era queimado numa fogueira. Do mesmo modo, muitas gerações de médicos acreditaram que drenar vários litros de sangue de um corpo anêmico era melhor maneira de curar um doente.

                Agarrar-se a uma certeza pessoal, ignorando ou desprezando os fatos que possam conduzir a outras conclusões, pode significar a perda de uma oportunidade de lapidar os próprios conhecimentos. Esse é o sentido da expressão: “quebrar paradigmas”: nada pode ser considerado definitivo.

                Sempre é reconfortante ouvir pessoas que pensam da mesma maneira que nós. Mas aprendizado, via de regra, consiste em ouvir as opiniões das pessoas que pensam diferentemente de nós. Elas vão nos fornecer argumentos para que possamos pesar, comparar, discutir e, finalmente, confirmar ou retificar nossas certezas.

                Quem lê um livro ou um artigo fica conhecendo o ponto de vista de um autor. Quem lê vários autores percebe que quase nunca existe uma total e perfeita concordância entre eles. Não raramente, bons autores oferecem opiniões contraditórias sobre um mesmo tema. O conhecimento consiste em avaliar todas as opiniões possíveis, sem preconceitos ou pré-julgamentos, e extrair dessa salada as nossas próprias opiniões. Ensinar não é impor certezas. É gerar dúvidas.

 

Simpatia é fundamental

Max Gehringer

                Muita gente tem receio de falar em público. E nem precisa ser uma plateia de centenas de pessoas – pode ser um grupo de uma dúzia de ouvintes.

                O pavor de enfrentar uma reação negativa começa na noite anterior, mal dormida. Passa pela ansiedade, que vai ficando maior à medida que o momento se aproxima. Quando, finalmente, a hora chega, a boca está seca, as mãos geladas, e a cabeça latejando.

                Tudo isso compõe o chamado “medo irracional” – porque, pensando bem, não há motivo para tanto. Na maioria dos casos, o apresentador vai falar sobre um assunto que ele domina, em sua própria língua e para uma plateia não hostil.

                Seria bem pior fazer uma apresentação sobre física quântica, em árabe, para um grupo de ucranianos.

                Eu fiz um curso sobre falar em público. Éramos doze participantes. Recebemos um capítulo de um livro sobre touradas e tínhamos de resumi-lo em cinco minutos. Um dos apresentadores deu uma incrível demonstração de memorização, praticamente repetindo cada detalhe do capítulo. Outro se enrolou todo, misturou tourada com futebol e fugiu completamente do assunto.

                Terminadas as apresentações, o professor pediu que escolhêssemos uma apresentação mais fiel ao livro. Ganhou a do apresentador-computador. Então ele pediu que escolhêssemos qual das doze apresentações gostaríamos de ouvir de novo. Surpreendentemente, ganhou a do apresentador enrolado. Por um motivo simples: nós tínhamos gostado mais dele.

                Esse é o segredo. Nos primeiros trinta segundos, a plateia decide se gosta ou não do apresentador. Se gostar, ele pode tossir, espirrar, gaguejar e, ainda assim, será apreciado e aplaudido. Se a plateia não gostar, cada minuto parecerá uma eternidade. Será mais ou menos como trocar o pneu do carro, mas com o carro andando.

 

 

A técnica do mínimo

Max Gehringer

                Existe uma estatística baseada mais no bom senso do que na técnica: a regrinha dos 5%. Segundo essa regra, de tudo que nós escutamos, vemos, falamos, lemos ou escrevemos, apenas 5% realmente interessam. O resto é descartável.

                Da mesma forma, de cada 100 estagiários contratados por empresas, somente 5 chegarão a cargos de chefia. De cada 100 pequenos negócios abertos, somente 5 se transformação no sucesso que o dono sonhava. De cada 100 bons alunos, somente 5 repetirão na vida profissional o bom desempenho que tiveram na escola.

                A mesma regra vale para o trabalho. Se nós passamos 40 horas por semana em uma empresa, durante apenas 5% desse tempo – ou duas horas – estaremos fazendo alguma coisa pela qual poderemos ser lembrados no futuro. As outras 38 horas são gastas em tarefas de rotina ou em bate-papos inúteis.

                Essa lição da importância dos 5% eu devo ao meu saudoso professor Wantuil. No primeiro dia de aula, o professor Wantuil adentrava a classe, sentava-se à mesa e ficava em silêncio, enquanto os alunos – naquela tradicional rebeldia da juventude – ignoravam sua presença e ficavam falando alto e fazendo algazarra. Alguns minutos depois, o professor Wantuil se levantava, na maior tranquilidade, e dizia: “95% de vocês não vão chegar a lugar algum na vida. Serão fracassados que ficarão reclamando que o mundo não é justo. Logo, eu não tenho nada a ensinar para vocês. Continuem com a bagunça. Se quiserem faltar às aulas, não tem problema, eu dou presença. Eu estou interessado em dar aula apenas para aqueles 5% que serão um sucesso”. E a classe imediatamente ficava em silêncio, porque todo mundo se considerava dentro dos 5%.

                A lição funcionou perfeitamente, no caso do professor Wantuil. Eu devo ter tido uns 100 professores na vida, e ele é um dos 5 de quem eu me lembro.

 

Respeito, admiração e reverência

Max Gehringer

                Existem três degraus de reconhecimento profissional: o respeito, a admiração e a reverência. O respeito vem do conhecimento, e a admiração vem da capacidade de transformar o conhecimentos em resultados. Um professor é respeitado pelo que aprendeu, mas é admirado pela habilidade de ensinar. Um executivo é respeitado por seu currículo, mas é admirado pela capacidade de obter lucros.

                O último degrau dessa escala é a reverência. Uma pessoa é reverenciada quando ela parece saber tanto que ninguém se atreve a contradizer o que ela diz ou faz.

                Numa empresa em que trabalhei, eu presenciei um caso exemplar de reverência. Tivemos uma reunião com um profissional considerado um dos maiores especialistas do mundo em legumes. Durante a apresentação, a mesa de reunião parecia uma feira livre, com cestas cheias de legumes. E os apresentadores ali, se esforçando para impressionar o especialista, mostrando gráficos de plantio, de adubação, de precipitação pluviométrica…..Números que não acabavam mais.

                Foi quando o especialista pegou uma cenoura de uma cesta. Ele tirou o canivete do bolso e cortou a cenoura no sentido da longitude, em vez de cortá-la em rodelas. Ninguém vira aquilo antes. O especialista olhou as duas longas metades da cenoura, sorriu e guardou o canivete, sem dizer nada.

                Imediatamente, alguns dos presentes foram buscar facas para repetir o inusitado corte. Começaram a perceber, na estrutura da cenoura, detalhes que nunca tinham percebido. O murmúrio geral foi aumentado, até que alguém parou a reunião e pediu ao especialista que relatasse o que um corte longitudinal na cenoura poderia revelar. Ele respondeu: “Nada. Eu só estava testando a lâmina do meu canivete novo”.

                Reverência é isso. Não é tanto o que uma pessoa sabe, mas o que as ouras pessoas imaginam que ela saiba.

 

Grandes conclusões

Max Gehringer

                Num seminário sobre técnicas de avaliação dedutiva, o professor afirmou que, a partir de uma pergunta simples, era possível descobrir qualquer coisa sobre uma pessoa. E deu um exemplo prático, convidando um dos participantes a subir no palco.

                Ele perguntou ao participantes: “Você tem um gato?”. O participante respondeu que não. “Se você não tem”, começou o professor, “é por um dos três motivos: ou você não gosta de animais, ou não tem espaço, ou não poderia cuidar do gato. Como você está bem-vestido, deve morar em um local confortável: portanto o problema de espaço não existe, correto? Como você me parece uma pessoa sensível, também não deve ter nada contra gatos. Logo, você não tem gato porque não pode cuidar dele. Eu diria que isso acontece porque você é solteiro e mora sozinho. Mesmo morando sozinho, você teria tempo, à noite, para cuidar de um gato, mas prefere gastá-lo em outra coisas mais interessantes, correto? Navegar na internet, por exemplo. Mas você tem um tipo atlético. Eu diria que você passa duas noites em baladas. E, como usa uma aliança, eu diria que você tem uma namorada”. Após tomar um fôlego estratégico, o professor concluiu: “Portanto, meu caro jovem, você é heterossexual”.

                Então, dirigindo-se à plateia, o professor disse: “Como vocês podem ver, a partir de uma simples pergunta sobre um animal de estimação é possível descobrir qualquer coisa sobre uma pessoa, até mesmo sua orientação sexual”. A plateia aplaudiu longamente.

                Em seguida, o professor chamou outro voluntário e pediu que ele tentasse a técnica de avaliação dedutiva. O próprio professor responderia às perguntas. O voluntário perguntou: “Professor, o senhor tem um gato?”. O professor respondeu sim. O voluntário emendou: “Portanto, meu caro professor, o senhor é homossexual”.

 

 

O segredo é se valorizar

Daniel Godri

                O grande problema do brasileiro é a autoestima. Precisamos melhorar nesse aspecto.

                Outro dia, li um artigo que afirmava que o brasileiro tem problemas de autoestima desde a mais tenra idade. Lembram-se das canções de ninar que nos embalavam? “Boi, boi, oboi / Boi da cara preta / Pega esse menino / Que tem medo de careta”, ou “Nana, neném / Que a cuca vem pegar / Papai foi pra roça / Mamãe foi trabalhar”. Se um foi pra roça, e a outra foi trabalhar, a criança está abandonada! São canções que nos colocam para baixo.

                A gente precisa ter autoestima. É algo que me ajudou muito, em minha vida, espero que ajude você e que você repasse isso para outras pessoas. Por exemplo, compare uma nota de 100 reais com uma de 2 reais. São muito parecidas. Eu sempre imaginei que a nota de 100 reais fosse maior – mas não, elas têm as mesmas dimensões. Eu imaginava que a de 100 reais fosse feita com papel mais nobre – mas não, o papel é o mesmo usado na nota de 2 reais. Imaginava que a gráfica que fizesse a nota de 100 reais fosse uma gráfica especial – mas não, é a mesma gráfica que faz a de 2 reais. A pessoa que assinou a nota de 100 reais é a mesma que assinou a de 2 reais.

                Mas por que uma vale tanto e outra vale tão pouco? Porque isso foi convencionado. Na nota de 2 reais, está grafado o número 2, e a gente aceita. Se estivesse grafado o número 100, aceitaríamos do mesmo jeito. Percebe? Você precisa entender o valor que você tem. Quanto você chega à sala de aula, que valor os professores e os colegas veem em você? Quando você chega a uma sala de reunião, que valor os colegas de trabalho veem em você? Quanto você chega a sua casa, que valor sua família vê em você? Quando você pede um aumento salarial, que valor o seu chefe vê em você? O segredo é se valorizar.

 

A perseverança faz a diferença

Daniel Godri

                Eu sou um antiexemplo de aluno. Sempre fui muito burrinho para aprender. Ia à escola por causa do lanche. Parei de estudar no ensino médio e, depois, fiz supletivo. Entrei tarde na faculdade, depois de casado, para cursar Administração. Passei no vestibular muito mais por sorte do que por conhecimento.

                Na faculdade, tive um professor de 82 anos, padre, que dava um curso sobre como cristianizar o administrador. Era um show de aula, na qual usava recursos teatrais. Eu me inspirei nele.

                Depois de fazer pós-graduação em Marketing, fiquei dois anos como professor voluntário, em uma universidade particular de Curitiba. Eu falava para todos os professores, mesmo de outras áreas: “Meu amigo, eu sou o Daniel Godri, me formei em Administração e me especializei em Marketing. Se precisar de um substituto, estou aqui”.

                Todas as noites ficava de plantão na faculdade. Sabia que, o dia em que um professor tivesse qualquer problema, ele ligaria para a escola e perguntaria: “Tem alguém aí para me substituir?”. Eu estaria lá. Eu entrava na sala, numa aula de Finanças, por exemplo, e dizia: “Pessoal, eu sou de Marketing. O professor de vocês não pôde vir. O que ele está ensinando para vocês?”. Eles respondiam e, como não entendia nada de Finanças, eu bolava um teatro, uma explicação prática daquele conhecimento.

                Deu certo, e comecei a dar aulas. Os alunos pediam que eu fosse à empresa dos pais deles para falar sobre algum assunto. Eu ia de graça naquelas empresas de três, quatro funcionários. Eles nem desligavam as máquinas – ficavam trabalhando e me ouvindo. Fui treinando, e hoje estou aqui. Conto essa história para lhes mostrar que, se você é novo, está começando a dar aulas, não tem muita experiência, não se preocupe. Você só precisa ter garra, força de vontade, perseverança. Isso faz a diferença.

 

Ensinar é um ato de doação

Daniel Godri

                Há uma história muito legal circulando pela internet. Ela nos ensina muito sobre o que é ser professor.

                Um aluno do ensino fundamental estava na sala, durante a aula, e sentiu vontade de fazer xixi. Mas ele tina vergonha de pedir às professora para sair. O tempo foi passando, ele foi ficando apertado e acabou fazendo nas calças.

                Suas calças ficaram molhadas. Ele percebeu que, embaixo da carteira dele. Se formou uma poça. O menino se sentia envergonhado e pensava: “Meu Deus, todo mundo vai rir de mim. Eles vão tirar sarro de mim pra sempre. O que eu vou fazer?”

                No meio dessa situação, sem ninguém perceber o que acontecia, a professora vinha caminhando entre as carteiras, explicando a matéria e carregando o vasinho de água onde costumava colocar flores. Ela foi em direção a ele, fingiu que tropeçou e derrubou aquela água toda em cima do menino: “Puxa, desculpa, molhou você?”.

                Ele saiu da sala para se enxugar agradecendo a vida inteira pela atitude da professora. Ela o salvara de uma situação muito vexatória, muito vergonhosa. Não fosse por isso, seria gozado, pelo resto da vida, sempre que encontrasse os coleguinhas.

                No fim da aula, todo mundo saiu. Alguns comentavam: “Mas que professora desastrada! Burrinha, né? Não tem talento!”. Depois que a aula acabou, ele ainda ficou na sala e, chorando, disse: “A senhora me salvou a vida”. Ela respondeu”Eu sei disso. Um dia, eu também fiz xixi nas calças”. Ensinar também é doação e sacrifício.

 

Queremos uma nova educação ou vamos informatizar a velha?

Waldez Luiz Ludwig

                Há mais de 20 anos participo das discussões sobre o uso da informática na educação. As tecnologias evoluíram muito deste então, e a discussão continua travada. Estamos perdendo muito tempo.

                Pasmem, ainda há professores que são contra o uso do computador no ensino fundamental e que proíbem os próprios filhos de assistir à televisão. A intitulada “Síndrome da merenda” sobrevive há mais de duas décadas. “Eu não vou colocar computador na minha escola porque nós não temos dinheiro nem para a merenda. Está faltando giz, e querem implantar esse ‘negócio’ de informática”.

                Não sou contra a merenda ou o giz, mas substituir uma coisa pela oura nem pensar! Dica: use a abuse do computador. Nos processos pedagógicos, ele é uma ferramenta eficaz de aprendizagem e só perde para um ótimo professor. Explore suas características de disponibilidade e de interatividade, não encontradas em nenhuma outra ferramenta, e – o mais importante – utilize-o como instrumento de democratização do acesso à informação.

                Não seja tímido. Quanto mais lentas forem as iniciativas nas escolas públicas, maior será o fosso de qualidade entre elas e o ensino privado, agravando as diferenças sociais já tão dramáticas. Nossas crianças de classe média têm computador em casa. Nossas crianças pobres só terçai essa chance se o computador mais moderno estiver na escola mais pobre.

                Não resista! Mais uma vez, o conservadorismo vem de dois lados: por um lado, a ignorância e, por outro, o reacionismo. A informática é uma ciência aplicada que pode revolucionar a educação, como vem fazendo nos ambientes não educacionais, mas pode, também, servir para manter as coisas como estão, perpetuando o caos. Queremos uma nova educação ou vamos informatizar a velha?

 

Você e a reinvenção da educação

Waldez Luiz Ludwig

                A instituição da nova era é um ambiente educacional. As empresas modernas se parecem cada vez mais com as boas escolas, algumas indústrias, já construíram mais salas de aula do que área fabril, e os processos de aprendizagem são aqueles com investimento máximo em capital e inovação tecnológica. A sede de uma empresa – que, antes, se chamava matriz ou mesmo quartel-general, agora, sintomaticamente, chama-se “campus”.

                Infelizmente, a maioria das nossas escolas se parece com velhas fábricas, a produzir, numa linha de montagem em série, produtos, perdão, alunos – inadequados para um mercado de trabalho novo e transformado. Assim, a educação corporativa substitui, a um alto custo, uma das funções que seria do sistema formal de ensino, mesmo porque a transformação do atual sistema é muito lenta, para não dizer paquidérmica.

                Dica: se reinvente para reinventar a educação. Não fique aí esperando, achando que essa revolução tão necessária virá das luminares de algum guru, dos órgãos públicos competentes ou de um centro acadêmico de pesquisa. Infelizmente, hoje não há espaço, dada a urgência da questão, para o surgimento de um só Piaget, Darcy ou Paulo Freire. Essa revolução terá de vir de todos, indivíduos ou grupos, comunidades e organizações, de milhares de tribos que conspirem por uma transformação urgente.

                Coloque o tema em discussão na reunião de pais e mestres, na reunião do condomínio, no futebol de sábado, no cabelereiro, no botequim e decida o que você pode fazer por essa causa, que, além de nobre, é questão de sobrevivência. Comprometa-se e participe.

 

Qualidade na educação ou educação de qualidade?

Waldez Luiz Ludwig

                O buraco aí é fundo. Primeira dificuldade: comparar os processos educacionais com os processos produtivos convencionais e, pior, aplicar métodos que são muito úteis numa indústria de parafusos, mas que não servem para as nossas salas de aula. Parafuso, por exemplo, não chora. Parafuso estragado a gente devolve ou joga fora. Não dá para fazer o mesmo com um menino que foi “mal” educado.

                Segunda dificuldade: como avaliar a qualidade do processo? Prova, provinha, provão? Grau de satisfação dos alunos, grau de satisfação dos pais? Lembra aquele seu professor muito chato a quem hoje você agradece por ter aparecido na sua vida? Naquele momento, ele não tinha “qualidade” e, hoje, você a reconhece. Parafuso se avalia na hora, mas a qualidade da educação, às vezes, é avaliada como excelente ou péssima uma geração depois.

                O principal requisito da qualidade, para a maioria dos pais, é o rigor disciplinar – tarefa deles, mas que teimam em terceirizar para a escola. O requisito da qualidade, para a maioria dos alunos, é justamente o contrário: a liberdade. Ainda por cima, temos o mercado de trabalho, que quer outra coisa.

                Afinal, quem são os clientes do processo? E o maior dilema: fazer pequenas melhorias ou transformar as bases da velha educação? Há tantas outras dificuldades….Por isso mesmo, esse tema é tão apaixonante.

                Quando os professores me perguntam: “Afinal, o que você acha que é qualidade na educação?”, eu respondo com uma dica: “Professor, para os pais, finja que você é rigoroso. Para alunos, finja que permite total liberdade. Mas faça o que tem que ser feito, mestre. Saia na frente. Prepare os nossos meninos não para este mundo, não para o nosso mundo, mas para um mundo novo: o deles”.

 

A profissão do futuro: professor.

Waldez Luiz Ludwig

                Todo mundo quer saber: quais as profissões de maior futuro? Assim, no plural, eu sinceramente não sei – só consigo visualizar uma. A carreira do futuro é a de professor, que, não por acaso, também é uma das mais antigas profissões do mundo. Acompanhe a dica.

                Se o crescimento vem da agregação de conhecimento, e se este só é gerado na mente humana, então os processos de aprendizagem passam a ser preponderantes no novo mercado, e a profissão que facilita a eficácia desses processos está com tudo e não está prosa. É o educador.

                Mas sempre tem um “mas”: não falo do velho professor, que aprendemos a ver como o tirano das informações e do qual temos mais medo do que admiração. O futuro pertence aos novos mestres. Não há mais vagas para professores que só sabem ensinar, que são a autoridade dentro da sala de aula e, principalmente, que se orgulham de sua severidade. “Comigo é difícil passar”, ou “É raro alguém tirar dez comigo”.

                Profissão de futuro, sim, mas para aquele professor que mais escuta do que fala, mais aprende do que ensina. Para o que devolve as questões dos alunos com novos e maiores desafios, conhece bem a sua clientela e não discrimina talentos, nem os nivela, por baixo ou por cima – ele os trata individualmente.

                Educador do bom faz com que as pessoas se apaixonem pelo ato de aprender, faz com que saibamos aprender por nós mesmos e nos diverte, em vez de nos punir. Professor bom está à frente do nosso tempo, é mais ousado que os alunos e não se envergonha da sua profissão, do salário que recebe e de dizer “não sei”.

 

Quem pode nos ensinar?

Waldez Luiz Ludwig

                Professor, se você quer ter alguma chance de antever como será o futuro, aí vai uma dica: sugiro observar e aprender com os mais jovens. Os mais jovens estão sempre certos em relação ao futuro, e os mais velhos geralmente erram em suas previsões. Os mais jovens têm mais condições de perceber e de se adaptar às mudanças.

                Devemos ouvir e respeitar as opiniões dos que nasceram depois do furacão da civilização digital. Eles são capazes de sinalizar uma vida melhor no novo milênio, e o ensinamento mais útil que esses nossos pequenos gurus nos têm proporcionado talvez seja a sua relação diferente com o mundo material.

                Como nasceram e vivem no meio de bits e bytes, o que nós chamamos de patrimônio físico tem outra importância para eles.

                Explica-se, dessa forma, por que não cuidam dos seus pertences como nós, da minha geração, cuidamos. Os brinquedos, por exemplo, têm alguma utilidade por poucos dias, e não importa a qualidade de um tecido, mas sim a ideia que a marca da camiseta transmite. O teclado de computador e uma lata de refrigerante são consideramos bens de mesma importância, e tratam o mouse como se fosse um rato – justificam dizendo que ele é mais barato que uma pizza. É bem de consumo. São “consumeristas” e não “patrimonialistas”, como nós somos.

                Se pensarmos bem, eles têm razão. Porque nós, os mais velhos, não temos um bom motivo para nos orgulharmos muito do mundo que criamos a não ser o fato de termos gerado os instrumentos para que eles façam a transformação desse mundo velho em um mundo melhor.

 

 

A tríade da estratégia para aprender

Eugenio Mussak

                Estudar é um ato voluntário. Depende de uma decisão pessoal e de uma mente receptiva ao aprendizado. Como tudo na vida, você precisa definir o que deseja e se organizar para conseguir. A isso damos o nome de pensamento estratégico, que possui três partes principais

  • 1 – Objetivo: Se você não tiver      objetivo claro em sua mente, dificilmente se empenhará por aprender de      verdade. Defina as prioridades de sua vida – entre elas, a de preparar-se      para o futuro – e não se deixe desviar do rumo. Lembre-se do trapezista,      que não tira os olhos da plataforma, no final da corda. Se ele olhar para      baixo, cairá. É assim que funciona a mente humana.
  • 2 – Disciplina. Trata-se da mãe das      virtudes. A disciplina para estudar cria uma mente disponível para      aprender. Estudar todos os dias, ainda que apenas um pouquinho, cria um      hábito saudável, que você levará para o resto da vida. Se assim for, você      sempre estará entre os melhores.
  • 3 – Talento – Acredite, você tem talento      para estudar e para aprender. Todas as pessoas têm talento para aprender,      mas isso não depende de inspiração, e sim de transpiração. Portanto, mãos      à obra. Defina firmemente o objetivo de aprender e prepare-se para passar      de ano ou no vestibular. Crie o hábito de estudar e vá em frente. Você      estará exercitando seu maravilhoso talento par aprender e será o dono de      seu destino.

 

Tríade da organização para aprender

Eugenio Mussak

                Apesar de sermos estudantes a vida inteira (quem deixa de ser para de aprender e começa a andar para trás), há um período, de alguns anos, em que somos principalmente estudantes. É quando, apesar de fazermos outras coisas, estudar é nossa atividade principal. É quando dividimos nosso tempo em três categorias.

  • 1 – A aula. Você passa cerca de um      terço do seu dia no colégio, assistindo às aulas, dedicando seu precioso      tempo a aprender. Quanto mais concentrado você estiver, mais aproveitará      esse tempo e as aulas e maior será sua chance de sucesso nas empreitadas      futuras. Não esqueça que o tempo não volta. Aproveita bem a aula.
  • 2 – O estudo em casa. Não pense que      apenas assistir aulas será o suficiente. Você pode até passar de ano, mas      aprender de verdade, consolidar os conhecimentos e aumentar a base de compreensão      dependem de você dedicar algum tempo para estudar em casa. Ninguém passa      no vestibular, por exemplo, apenas assistindo às aulas. Se não dedicar ao      menos a metade do número de aula para o estudo em casa, dificilmente      passará no vestibular, pelo menos nas boas universidades.
  • 3 – A vida social. Nesta categoria está      fudo o que você faz além de estudar, e que é igualmente importante. O trabalho,      as amizades, a diversão, a leitura de informação, o esporte, a família. Você      é um estudante, mas continua sendo uma pessoa completa, com vários      interesses. O estudo é sua atividade principal, mas não deve aliená-lo do      resto da vida – aliás, o estudo serve para preparar você para viver melhor      todas as coisas que a vida tem para lhe oferecer.

 

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About tucano

Marcos das Neves "Tucano". Professor há 42 anos, biólogo, sanitarista, especialista em administração escolar, gestão de conteúdo e logística da informação. Pai de quatro filhos e apaixonado pela esposa, família, educação e tecnologia educacional. Idealizador do Colégio Integrado Jaó, do Método Nintai de Sistematização de Conteúdo e, atualmente, Superintendente Executivo de Educação do Estado de Goiás.

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