EUA: Aumento de 66% nos casos de TDAH

Número de crianças diagnosticadas com TDAH aumentou 66% em dez anos nos
EUA

De acordo
com levantamento, 10,4 milhões de jovens até 18 anos receberam o diagnóstico em
2010 no país

 

Um novo estudo sobre o transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH) feito nos Estados Unidos mostrou que, no país, o número
de crianças diagnosticadas com o problema aumentou 66% em dez anos. O
levantamento, que foi feito pela Faculdade de Medicina Feiberg, da Universidade
de Northwestern, nos Estados Unidos, também analisou outras mudanças que
ocorreram entre os anos de 2000 e 2010 em relação ao diagnóstico e tratamento
de TDAH. As conclusões da pesquisa foram publicadas na edição deste mês do
periódico American Pediatrics.

Segundo o professor de pediatria e coordenador do estudo, Craig Garfield, o
TDAH vem se tornando um diagnóstico cada vez mais comum entre crianças e
adolescentes. “A magnitude da velocidade dessa mudança em uma década se deve,
provavelmente, a uma maior consciência das pessoas em relação ao transtorno, o
que pode ter levado os médicos a reconhecer mais facilmente os sintomas do
problema”, diz.

No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda não é possível definir como
as várias e importantes mudanças que ocorreram em relação ao TDAH na última
década – em relação a diagnóstico e tratamento – contribuíram para a melhor
condução de soluções ao problema.

Mudanças em relação ao TDAH

Alterações observadas em relação a tratamento e
diagnóstico do transtorno em jovens menores de 18 anos dos Estados Unidos entre
2000 e 2010


  1. • O número aumentou 66% (de 6,2 milhões para
         10,4 milhões)
  2. • Os medicamentos mais utilizado para o
         tratamento de TDAH foram as drogas psicoestimulantes
  3. • O uso de drogas psicoestimulantes diminuiu
         de 96% para 87% em relação a todos os tratamentos recomendados
  4. • Maioria do diagnóstico foi dada por clínicos
         gerais ou médicos de cuidados primários
  5. • Atendimento feito por especialistas, como o
         psiquiatra infantl, aumentou de 24% para 36%

 

A pesquisa — O estudo americano, com base em dados do
Índice de Saúde Nacional de Doença e Tratamento, um grande levantamento feito
com médicos em 2010, buscou quantificar todos os diagnósticos de TDAH e os
padrões de tratamento feitos em jovens menores de 18 anos. Ao todo, 10,4 milhões
de crianças e adolescentes dessa faixa etária foram diagnosticadas com TDAH em
atendimento médico ambulatorial nos Estados Unidos em 2010. Em 2000, esse
número foi de 6,2 milhões.

Os pesquisadores também observaram que as drogas psicoestimulantes foram os
medicamentos mais prescritos para os jovens com TDAH, embora seu uso tenha
diminuído de dez anos para cá. A substância foi utilizada em 96% dos
tratamentos para o transtorno em 2000, e em 87% em 2010. Segundo Garfield, não
está claro o motivo que explique essa redução, já que não houve aumento do uso
de outros medicamentos que podem substituir os psicoestimulantes.

Outra mudança em relação ao TDAH observada pelo estudo foi a de que, embora
a maioria dos jovens nos Estados Unidos seja diagnosticada com o transtorno por
médicos de cuidados primários, ou por clínicos gerais, houve um claro aumento
de diagnósticos feitos por médicos especialistas, como psiquiatras. Em 2000,
esses profissionais atenderam 24% dos pacientes com o transtorno e, em 2010,
esse índice foi de 36%. “Recentemente, diversos avisos de saúde pública têm
alertado sobre os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos utilizados para
tratar TDAH. Talvez por isso os clínicos gerais estejam deixando de tratar
pacientes com o transtorno e encaminhando-os a especialistas”, afirma Garfield.

 

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About tucano

Marcos das Neves "Tucano". Professor há 42 anos, biólogo, sanitarista, especialista em administração escolar, gestão de conteúdo e logística da informação. Pai de quatro filhos e apaixonado pela esposa, família, educação e tecnologia educacional. Idealizador do Colégio Integrado Jaó, do Método Nintai de Sistematização de Conteúdo e, atualmente, Superintendente Executivo de Educação do Estado de Goiás.

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